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TERAPIA DE MERIDIANOS TOYOHARI

Breve História da Acupuntura no Japão

 

Localizada na parte mais oriental da Ásia, várias culturas chegaram ao Japão através das Rotas da Seda da China ou da Coreia. Durante este período, o Japão teve intercâmbio cultural e académicos brilhantes como um monge chinês chamado Ganjin (688–763) e outros vieram ao Japão, trazendo conhecimento que representava o melhor da arte, ciência e tecnologia da época. Os conceitos médicos chinesas e a sua farmacopeia foram uma parte vital desta troca de conhecimento com o Japão. A medicina chinesa incluiu cinco modalidades: prescrição herbal, acupuntura, moxabustão, massagem e daoyin (métodos de auto-preservação).

 

Abaixo os principais períodos históricos foram:

 

Períodos Asuka a Nara (592–794): A medicina chinesa é introduzida no Japão, importada de Silla (Coreia) em 414. A natureza desta medicina é desconhecida, mas deduz-se que a prática seria principalmente à base de prescrição de materia medica tradicional.

 

O Período Heian (794-1192): Um período animado de intercâmbio com a Dinastia Tang (Chinesa). Aristocratas

(médicos ou pessoas mais educadas) que podiam viajar para a China trouxeam informação de alta qualidade e livros médicos para o Japão. Como resultado, a medicina da dinastia Tang começou a enraizar-se no Japão (...)

 

O Período Azuchimomoyama (1573-1600): Escolas privadas de medicina são estabelecidas por pessoas que estudaram na China Ming e retornaram ao Japão, ou desenvolveram novos estilos e técnicas de tratamento com acupuntura. A teoria original japonesa de tratamento com acupuntura e técnicas especiais de acupuntura surgiram nestas escolas.

 

O Período Edo (séculos XVII-XIX): Período de isolamento nacional que durou

por 265 anos - quando o Edo Shogunate (o governo) decidiu fechar o país, o Japão cortou qualquer intercâmbio

com quase todos os países estrangeiros por mais de 200 anos. O isolamento nacional fomentou o desenvolvimento de características distintas na prática médica.

 

O Período Meiji (1868-1912): O Japão abre-se ao Ocidente e favorece a medicina ocidental em detrimento a acupuntura

O governo baseado em samurais do período Edo entrou em colapso em 1868 e o novo governo Meiji prontamente abraçou a cultura ocidental para permitir que o país ganhasse uma boa posição no mundo. No processo,

negaram a cultura tradicional japonesa, considerando-a desatualizada. O sistema médico não foi exceção

a esse pensamento, e o novo governo considerou a medicina tradicional japonesa, incluindo a acupuntura, como antiquada e desnecessária. Decidiram aceitar a medicina ocidental e estabeleceram um sistema de exame

para qualificar pessoas para a prática. Educação, exame e posição da medicina tradicional japonesa (chinesa) foram negados e a medicina ocidental tornaram-se, oficialmente, a única forma de prática, encerrando uma era que durou 1200 anos desde 701. Atualmente, a profissão de acupuntor no Japão é diferente da de médicos, mas todos podem ser aprovado para o exercício da acupuntura no Japão.

 

Tempos Modernos, 1912-presente (Eras Taisho, Showa e Heisei): A acupuntura recupera o seu estatuto médico e desenvolve-se. Vários métodos e técnicas de tratamento, muitos praticados até aos dia de hoje, surgiram após a era Taisho.

Introdução da Acupuntura Japonesa na Europa

Devido a muito isolamento nacional, a exposição da sociedade japonesa à Europa foi limitada apenas às trocas com a Holanda. No entanto, um livro sobre moxabustão foi publicado por Hermann Bushoff em 1676. Ele introduziu a palavra japonesa moxa, neste livro, que é derivada de mogusa (artemísia). Em 1690, Engelbert Kampfer (1651-1716), um alemão médico que também trabalhou para a Companhia Holandesa das Índias Orientais, visitou o Japão. Escreveu sobre a acupuntura e descreveu algumas das ferramentas das técnicas de acupuntura japonesas, assim como agulhas são inseridas em pontos de acupuntura distantes da área afetada da doença.

O método de inserção de agulha com cânula e a conexão com praticantes invisuais da acupuntura japonesa

Durante este período, um acupuntor cego, Waichi Sugiyama, desenvolveu um método de inserção de agulha, usando um tubo fino para inseri-la no corpo. Esta técnica possibilitou a inserção da agulha sem dor e permitiu o uso de agulhas mais finas e menos dolorosas, tornando-a um dos desenvolvimentos mais característicos da acupuntura japonesa no Japão. Atualmente, é a principal técnica de inserção na maioria do globo.

 
Fonte: History and progress of Japanese acupuncture. Evid Based Complement Alternat Med. 2010 Sep;7 (3):359-65. doi: 10.1093/ecam/nem155. Epub 2008 Feb 4. Retrieved 2022.2.